terça-feira, 24 de abril de 2012


Delta tem 8 contratos vigentes no Ceará



A empresa Delta Construções S/A, acusada de envolvimento com o empresário de jogos clandestinos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, mantêm oito contratos vigentes para a conservação e restauração de BRs no Ceará. Os contratos foram assinados entre 2008 a 2012. Ao todo, são 783 quilômetros de rodovias federais do Ceará cujas obras estão sob responsabilidade da Delta, segundo informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Ceará.
De acordo com um levantamento da ONG Contas Abertas, apenas em 2011 a empresa recebeu R$ 48,5 milhões dos cofres da União para realizar obras no Estado. Ontem, a Controladoria Geral da União (CGU) instaurou um processo administrativo contra a Delta, motivada pelas denúncias de suposto esquema de tráfico de influência e de distribuição de propinas a servidores do Dnit, comandado por Cachoeira.


Segundo o superintendente regional substituto do Dnit no Ceará, José Flávio Paula de Lima, apesar das denúncias nenhuma empresa encontra-se impedida de executar obras dos contratos já celebrados no Estado. Entretanto, em decorrência da “Operação Mão Dupla”, fruto de uma parceria entre a Polícia Federal e a CGU que constatou irregularidades no órgão, há restrição judicial de pagamentos de serviços executados por algumas dessas empresas, entre elas a Delta.

No Ceará, a Delta, que é a principal empreiteira do Programa de Aceleração do crescimento (PAC), é alvo de ação que tramita na 1ª Vara da Justiça Federal. A partir de ação civil pública por ato de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal no Estado em maio de 2011. Além da Delta, outras oito empresas são acusadas de fraudes em obras do Dnit.
Por meio da assessoria, a CGU informou que as obras da Delta já em andamento no Estado serão analisadas caso a caso, para que a Controladoria decida em quais casos será menos prejudicial aos cofres públicos o cancelamento dos contratos. Não há previsão para a conclusão do processo.
Denúncias

Em agosto de 2010, a “Operação Mão Dupla” fez diligências no Ceará, Bahia, Pernambuco, Amazonas, Paraíba, Pará e Rio Grande do Norte. Em Fortaleza, foram presos 11 servidores, entre eles o então superintende do Dnit, Guedes Neto. A investigação, iniciada em 2009, apurou desvios de R$ 5 milhões no órgão. Em fevereiro de 2012 foi deflagrada a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, na qual foi revelado o envolvimento de Carlinhos Cachoeira com a Delta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário